O Pequeno Príncipe, escrito pelo autor francês Antoine de Saint-Exupéry, foi publicado pela primeira vez em 1943. Considerado um dos livros mais amados de todos os tempos, ele é muito mais do que uma simples obra infantil: é uma reflexão profunda sobre a amizade, o amor e o sentido da vida. A seguir, descubra cinco fatos surpreendentes que talvez você ainda não saiba sobre essa história universal.

1. É o livro mais traduzido do mundo (depois da Bíblia)
Em 2017, O Pequeno Príncipe chegou oficialmente à sua 300ª tradução, tornando-se o livro mais traduzido da história — com exceção dos textos religiosos. O Guinness Book reconheceu o feito, atribuindo a Saint-Exupéry o título de “autor mais traduzido para a mesma obra”, com 382 versões diferentes registradas até aquele momento.
2. Já são mais de 600 traduções
Segundo o site oficial da obra, em 2024, o livro ultrapassou a marca de 600 traduções. Um site especializado, que cataloga as capas da obra em várias línguas, já identificou traduções em 621 idiomas diferentes. Isso reforça o impacto cultural global da obra e mostra o quanto a mensagem do pequeno príncipe ressoa universalmente.
3. Traduzido em línguas raríssimas
Além dos idiomas mais conhecidos, O Pequeno Príncipe foi traduzido para línguas e dialetos extremamente inusitados, como:
- Toba, idioma indígena da Argentina que até então só tinha o Novo Testamento traduzido;
- Latim, uma língua clássica praticamente extinta no uso cotidiano;
- Esperanto, idioma artificial criado para unir os povos.
Outros exemplos incluem aramaico, guarani, maia (em seis dialetos!), hebreu, sânscrito, wolof, náuatle, sinhala, e até línguas muito locais como o erzgebirgisch e o minderico.
4. Quatro versões em português (incluindo uma quase secreta)
O livro conta com quatro versões em português:
- A brasileira,
- A portuguesa,
- A de Olivença, cidade espanhola onde ainda se fala português,
- E a mais curiosa: a tradução em minderico, a língua secreta de Minde, uma vila portuguesa onde antigos frades perseguidos pela Inquisição criaram essa forma de comunicação cifrada.
5. Uma tradução brasileira que marcou gerações (mas com polêmica)
A primeira tradução brasileira foi feita pelo monge Dom Marcos Barbosa em 1954, publicada pela Editora Agir. Ela dominou o mercado por 60 anos, mas nem tudo nela era fiel ao original.
A famosa frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” é, na verdade, uma tradução de “Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé”. No entanto, o verbo francês apprivoiser significa mais precisamente “domar” ou “domesticar”, como se faz com um animal. Uma nuance que muda todo o tom da relação entre o Pequeno Príncipe e a sua raposa — e que continua a gerar debates até hoje.
Essa obra-prima segue sendo redescoberta por novas gerações, em novos idiomas e com novas interpretações. Afinal, como o próprio livro nos ensina, “o essencial é invisível aos olhos” — mas O Pequeno Príncipe torna esse essencial mais visível a cada página.
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