Ken Turner, um ex-combatente britânico de 98 anos que lutou na Segunda Guerra Mundial, tornou-se viral nas redes sociais após protagonizar um vídeo surpreendente: ele destruiu um Tesla Model 3 usando um tanque de guerra Sherman PXS604, em um protesto simbólico contra Elon Musk. O vídeo foi publicado pela organização britânica Led By Donkeys, conhecida por seu ativismo contra o conservadorismo e o Brexit, e já ultrapassou 484 mil visualizações.

No vídeo, Turner afirma que o gesto é uma resposta ao apoio que Musk tem dado à extrema-direita mundial. A ação gerou repercussão global, principalmente pelo contraste entre a figura de um veterano antifascista e o símbolo moderno da tecnologia e do poder corporativo.
Na frente do Tesla, aparece a palavra “FASCISM“, uma referência direta aos regimes autoritários que marcaram a Europa nas décadas de 1920 e 1930. “Sou velho o suficiente para ter visto o fascismo pela primeira vez — e ele está voltando”, declara Turner. “Derrotamos o fascismo antes, e o faremos de novo.”
Elon Musk e as polêmicas com o extremismo
As acusações contra Elon Musk não são novas. O CEO da Tesla e da rede social X (ex-Twitter) tem sido frequentemente associado a posições políticas extremas e comentários controversos. Segundo o portal Gizmodo, Musk chegou a ser visto fazendo gestos semelhantes à saudação nazista, o que gerou acusações de apologia ao fascismo. Embora ele tenha negado a intenção, dizendo que queria apenas “mostrar que seu coração estava com o público”, a repercussão foi negativa.
Esse episódio se insere no contexto de um movimento mais amplo de rejeição ao bilionário, conhecido como “Tesla Takedown”. A iniciativa envolve desde a desistência do uso de produtos da Tesla e do X, até protestos ativos e vandalismo contra os veículos da marca em diversas partes do mundo.
Uma mensagem política de alto impacto
O protesto de Turner vai além do espetáculo visual: ele representa uma mensagem política forte, evocando as memórias da Segunda Guerra Mundial para denunciar o crescimento do autoritarismo contemporâneo. Ao escolher destruir um símbolo da tecnologia moderna com uma arma do passado, ele transforma seu ato em uma metáfora poderosa: o passado antifascista confrontando o presente digital cada vez mais polarizado.
O vídeo, disponível no YouTube e na rede BlueSky, se espalhou rapidamente como símbolo de resistência — não só contra uma figura pública, mas contra aquilo que Turner e muitos outros acreditam ser o renascimento de ideologias perigosas que a história já condenou.
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