Category: Histórias clássicas

  • O Patinho feio

    O Patinho feio

    ERA UMA VEZ uma mamã pata que teve 5 ovos. Ela esperava ansiosamente pelo dia em que os seus ovos quebrassem e deles nascessem os seus queridos filhos!

    Quando esse dia chegou, os ovos da mamã pata começaram a abrir, um a um, e ela, alegremente, começou a saudar os seus novos patinhos. Mas o último ovo demorou mais a partir, e a mamã começou a ficar nervosa…

    Finalmente, a casca quebrou e, para surpresa da mamã pata, de lá saiu um patinho muito diferente de todos os seus outros filhos.
    – Este patinho feio não pode ser meu! Exclama a mamã pata.
    – Alguém te pregou uma partida. Afirma a vizinha galinha.

    Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.
    Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.

    Mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:
    – És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!
    E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.
    – Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.

    Com a chegada do inverno, o patinho cansado e cheio de fome encontra uma casa e pensa:
    – Talvez aqui encontre alguém que goste de mim! E assim foi.
    O patinho passou o inverno aconchegadinho, numa casa quentinha e na companhia de quem gostava dele. Tudo teria corrido bem se não tivesse chegado a primavera e com ela, um gato malvado, que enganando os donos da casa, correu com o patinho para fora dali!
    – Mais uma vez estou sozinho e infeliz… Suspirou o patinho feio.

    O patinho seguiu o seu caminho e, ao chegar a um grande lago, refugiou-se junto a uns juncos, e ali ficou durante vários dias.
    Um dia, muito cedo, o patinho feio foi acordado por vozes de crianças.
    – Olha! Um recém-chegado! Gritou uma das crianças. Todas as outras crianças davam gritos de alegria.
    – E é tão bonito! Dizia outra.
    Bonito?… De quem estarão a falar? Pensou o patinho feio. 
    De repente, o patinho feio viu que todos olhavam para ele e, ao ver o seu reflexo na água, viu um grande e elegante cisne. 
    – Oh!… Exclama o patinho admirado. Crianças e outros cisnes admiravam a sua beleza e cumprimentavam-no alegremente.

    Afinal ele não era um patinho feio mas um belo e jovem cisne!
    A partir desse dia, não houve mais tristezas, e o patinho feio que agora era um belo cisne, viveu feliz para sempre!

  • Estrelinha malandrinha

    Estrelinha malandrinha

    É um sítio no céu onde habitam milhões de estrelas. Tem a forma de espiral e quando olhamos para ela, é como se algum anjo, ao passar, tivesse estendido uma faixa brilhante de luz pelo seu caminho. Mas voltemos à nossa história…

    Estrelinha vivia na via láctea, com a mãe Dona Estrela e com o pai, o Senhor Estrela. Era uma estrela muito novinha e alegre mas um bocadinho malandra, pois não conseguia parar quieta, sempre a correr de um lado para o outro, afastando-se, sempre que podia, dos seus pais.

    Estes bem lhe diziam: “Estrelinha sossega… Estrelinha não te afastes!” Mas Estrelinha achava que os seus pais se preocupavam demais… Afinal, pensava estrelinha, o que é que poderia correr mal?

    A verdade é que Estrelinha adorava correr pelo céu imenso, sem rumo nem destino. As outras estrelas, mais crescidas, ao vê-la passar comentavam: “Um dia destes a Estrelinha vai-se perder…”.

    Certa noite, Estrelinha, concentrada só nas suas piruetas, saltinhos e correrias, voltou a afastar-se dos seus pais e da sua querida casinha sem que ninguém se desse conta.

    Enquanto corria, e já tarde para o evitar, Estrelinha foi chocar contra o Senhor Cometa. Ainda atordoado pelo choque, o Senhor Cometa reconheceu Estrelinha, caída no chão e ajudou-a a levantar. Logo a seguir, e com cara de zangado, perguntou:

    – “Estrelinha, que pressa é essa? E que fazes aqui neste lado do céu, tão longe da via láctea?” E continuou – “Ai, ai… Podias ter-te magoado à séria”.

    Estrelinha, envergonhada e algo confusa, pediu desculpa ao Senhor Cometa, ao mesmo tempo que olhava à sua volta. Como não conseguia reconhecer onde estava, disse-lhe choramingando: – “Eu acho que estou perdida… e não sei como voltar para casa”.

    – “Pois não me admira nada Estrelinha, estás tão longe de casa! – Ralhou o Senhor Cometa, e Estrelinha começou a chorar.

     – “Vá… Limpa essas lágrimas desse teu rosto bonito e vem comigo que eu levo-te de volta a casa. E acrescentou: – Mas assim que chegarmos, terás de prometer aos teus pais que não voltarás mais a fugir”.

    Estrelinha, já mais animada, concordou imediatamente e juntos seguiram rumo a sua casa.

    Assim que os pais de Estrelinha a viram, suspiraram de alívio, pois estavam muito preocupados com o desaparecimento da sua querida filha.

    Estrelinha correu para os seus pais e abraçou-os, pedindo-lhes desculpa e prometendo-lhes daqui para a frente nunca mais voltar a fugir.

    A Senhora e o Senhor Estrela, com o sorriso de volta às suas caras, pediram desculpa ao Senhor Cometa pelo incómodo e, como agradecimento por ter trazido a sua filha de volta, convidaram o Senhor Cometa a jantar em sua casa, servindo-lhe um delicioso ensopado estelar!