Durante testes com um veículo subaquático no Lago Ness, na Escócia, pesquisadores do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido (NOC) acabaram encontrando uma câmera antiga e enigmática. Após analisarem o objeto, constataram que ele havia sido instalado por volta da década de 1970, como uma das primeiras armadilhas fotográficas desenvolvidas para tentar registrar imagens do lendário “monstro do Lago Ness”.

Enquanto conduziam experimentos com o submarino não tripulado “Boaty McBoatface” a cerca de 180 metros de profundidade, os especialistas perceberam que algo havia se enroscado na hélice do equipamento. Ao trazer o veículo de volta à superfície, confirmaram que o objeto em questão era uma câmera analógica da linha Instamatic.
O aparelho estava protegido dentro de um compartimento transparente e vinha acompanhado por um cubo de flash. Aparentemente, ele funcionava com um mecanismo ativado por linha de isca: à medida que a linha era puxada, quatro fotografias eram tiradas em sequência. Impressiona o fato de que, mesmo após décadas submerso, o sistema ainda se encontrava em bom estado de conservação.
Em um comunicado divulgado na terça-feira (1º), o NOC informou que Adrian Shine, pesquisadora à frente do Projeto Loch Ness, foi essencial para a identificação do dispositivo. De acordo com ela, a câmera seria uma das seis que o cientista norte-americano Roy Mackal instalou no lago na década de 1970, como parte das atividades do Loch Ness Investigation Bureau.
Nenhuma evidência do monstro foi encontrada
As imagens contidas no filme da câmera foram reveladas por um dos cientistas do NOC — Foto: Divulgação/Centro Nacional de Oceanografia
As imagens contidas no filme da câmera foram reveladas por um dos cientistas do NOC — Foto: Divulgação/Centro Nacional de Oceanografia
Tanto a câmera quanto o filme que ela continha estavam surpreendentemente preservados. As fotos chegaram a ser reveladas por especialistas, mas, para a frustração de muitos curiosos, não mostraram nenhum indício do mítico monstro. É possível que a armadilha tenha sido acionada apenas por animais aquáticos ou mesmo por correntes fortes.
“Apesar de essa não ser a descoberta que esperávamos, é gratificante poder recuperar esse fragmento da história da busca pelo ‘Nessie’”, declarou Sam Smith, engenheiro responsável pelo veículo subaquático.
A câmera, seu estojo e o filme foram entregues ao Centro do Lago Ness, localizado em Drumnadrochit, próximo ao local onde os objetos foram recuperados. A expectativa é que esse material seja analisado com mais profundidade e eventualmente exposto ao público como parte do legado da investigação do lendário monstro escocês.
Vale lembrar, como destacou a edição portuguesa da National Geographic, que o turismo na região ainda hoje movimenta cerca de US$ 47 milhões (aproximadamente R$ 268 milhões) todos os anos.
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