Lorenzo, a lagosta centenária que escapou da panela e voltou ao mar: uma história real de liberdade

No último Dia dos Pais nos Estados Unidos, comemorado em 15 de junho, um gesto simbólico e emocionante ganhou destaque em Long Island, Nova York. O restaurante Peter’s Clam Bar libertou uma lagosta de impressionantes 110 anos de idade e 9,5 kg, apelidada de Lorenzo, devolvendo-a ao oceano após anos vivendo em um tanque do estabelecimento.

Uma fuga inesperada que salvou sua vida

De acordo com o proprietário Butch Yamali, Lorenzo simplesmente “escapou” da rotina do restaurante, permanecendo por anos no tanque e sendo esquecido entre tantas outras lagostas servidas diariamente. “Ele fará falta, mas acho que é melhor assim. Se ele morresse aqui, não seria uma coisa boa, e eu não teria coragem de vendê-lo”, afirmou Yamali à WPIX-TV.

Cerimônia simbólica e homenagem à liberdade

A libertação de Lorenzo não passou despercebida. O restaurante organizou uma “cerimônia de perdão”, divulgada com humor nas redes sociais. “Agora ele está vivendo sua melhor vida — abrindo caminho para a liberdade e aproveitando a brisa salgada (em vez de mergulhar na manteiga)”, brincou a publicação do Peter’s Clam Bar.

Este não foi um gesto isolado: em 2023, outra lagosta chamada Lenny, com 111 anos, também foi libertada pelo restaurante.

Afinal, uma lagosta pode sobreviver no mar após tanto tempo em cativeiro?

Apesar do cativeiro prolongado, especialistas afirmam que sim, é possível que uma lagosta como Lorenzo sobreviva no oceano — desde que tenha sido bem tratada. Segundo o biólogo marinho Robert Steneck, da Universidade do Maine, o sucesso depende de fatores como aeração adequada, umidade nas guelras e condições ambientais similares ao habitat original.

Por precaução, é importante que a lagosta seja devolvida à mesma região de origem, para evitar riscos de introdução de doenças — mesmo que isso seja considerado “bastante improvável”.

Uma vida longa e livre

Na natureza, lagostas podem viver até 100 anos ou mais, desde que escapem de predadores — e de panelas humanas. Lorenzo, agora livre, representa mais do que uma curiosidade: é um símbolo de segunda chance, de respeito à vida marinha e da possibilidade de transformar uma simples refeição em um ato de empatia.

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