Category: Curiosidade

  • Megabus revela os objetos mais bizarros esquecidos em seus ônibus no Reino Unido

    Megabus revela os objetos mais bizarros esquecidos em seus ônibus no Reino Unido

    Esquecer um guarda-chuva ou um casaco em um transporte público é algo bastante comum. Mas o que dizer de fardos de feno, um peru congelado ou uma dentadura? Esses são apenas alguns dos itens inusitados que foram esquecidos nos ônibus da empresa britânica Megabus, que recentemente compartilhou uma lista com os pertences mais peculiares deixados para trás por seus passageiros.

    Segundo a companhia, em maio deste ano foram encontrados objetos curiosos como:

    • Um brinquedo de pelúcia do Ursinho Pooh
    • Um pote de mel (coincidência ou homenagem ao personagem?)
    • Uma guitarra
    • Um disco de vinil da banda Radiohead
    • Um frasco de insulina
    • Um barbeador elétrico
    • Um CD do cantor Neil Diamond
    • Um sapato sem par
    • Uma coleção de moedas e de selos históricos

    Mas não para por aí. Em anos anteriores, a empresa também registrou o esquecimento de documentos de árvore genealógica, muitos pares de meias e sapatos, e até três fardos de feno em pleno transporte rodoviário. Isso sem falar nas já citadas dentaduras, que certamente ocupam o topo da lista de itens inesperados.

    Apesar das bizarrices, a boa notícia é que a maioria desses objetos retorna aos seus legítimos donos. A Megabus afirma que cerca de 95% dos itens esquecidos são recuperados, graças aos esforços dos passageiros e da equipe da empresa. Ainda assim, existe um prazo: se o item não for reclamado em até 28 dias, ele é doado para instituições de caridade.

    A empresa reforça a importância de relatar qualquer item perdido diretamente no site oficial, incentivando os passageiros a não desistirem de recuperar seus pertences — mesmo que eles não sejam exatamente comuns.

    Em um mundo onde perder o carregador do celular já é estressante, imaginar alguém esquecendo um fardo de feno ou uma dentadura certamente nos faz rir — e lembrar de sempre verificar duas vezes antes de descer do ônibus.

  • A rotina insana de Isaac Newton: gênio, sim… mas a que custo?

    A rotina insana de Isaac Newton: gênio, sim… mas a que custo?

    Ser primo de Isaac Newton devia ser realmente frustrante. Enquanto você está lá tentando aprender a montar um cubo mágico, o cara com 23 anos inventa o cálculo diferencial e integral, escreve um tratado que explica as leis do movimento, a gravidade, a luz e até como funcionam as órbitas dos planetas. Tudo isso enquanto inventa um telescópio com espelho porque não gostava das cores do antigo. Difícil competir.

    Mas o que poucos sabem é que boa parte desse trabalho monumental foi feito em isolamento, durante um lockdown do século XVII. Sim, a peste bubônica forçou o fechamento da Trinity College em Cambridge por dois anos, e Newton — já formado e com uma bolsa de mestrado — teve que voltar para a casa da família em Woolsthorpe. Enquanto o mundo parava, ele acelerava. Enquanto a gente assiste vídeo de gatinho no TikTok, ele criava a física moderna.

    “Já comi?” – Newton e a obsessão pelo trabalho

    A rotina de Newton era qualquer coisa menos equilibrada. Passava entre 16 e 18 horas por dia estudando no quarto, à luz de velas, cercado por livros, anotações e teorias. Muitas vezes esquecia de comer. Quando lembrado da refeição à sua frente, perguntava “Já comi?” e dava umas garfadas antes de voltar ao trabalho como se nada tivesse acontecido.

    Segundo o biógrafo Richard Westfall, Newton raramente dormia antes das 2 ou 3 da manhã, e às vezes só se deitava às 6 da manhã. O mais surpreendente? Ele acordava como se tivesse descansado a noite inteira. Recreação? Nada. Caminhadas? Nunca. Rir? Uma vez só. Literalmente. Um verdadeiro monge da ciência.

    E tudo isso era movido por uma espécie de compulsão. Gale Christianson, outro biógrafo, descreve seu trabalho como “patologicamente viciante”, algo que Newton não conseguia interromper. Ele simplesmente seguia em frente até colapsar.

    Mas e a saúde mental?

    Com uma rotina dessas, não é de espantar que, na década de 1690, Newton tenha sofrido surtos nervosos e esgotamento mental. A causa provável? Falta de sono, de descanso e de equilíbrio. Ele pode até ter mudado o mundo, mas pagou um preço pessoal altíssimo.

    O mito de que ele “trabalhava 18 horas por dia, 7 dias por semana” circula hoje até em trends do TikTok. Mas atenção: não é um modelo a ser seguido. Mesmo os gênios têm limites — e ultrapassá-los pode trazer consequências sérias.

    Inspiração sim, imitação nem sempre

    A história de Newton serve de inspiração, sem dúvida. Mostra como momentos de isolamento podem gerar ideias revolucionárias. Mas também é um alerta: nem todo sacrifício vale a pena. O equilíbrio entre dedicação e autocuidado é essencial, até mesmo para quem pretende mudar o mundo.

    Então da próxima vez que você se sentir culpado por não estar “produzindo” o tempo todo, lembre-se: você não precisa ser o Newton do século XXI. E sinceramente? Nem ele dava conta de ser Newton o tempo todo.

  • Urso-negro invade casa na Flórida, toma banho de hidromassagem e dorme por 6 horas no sofá

    Urso-negro invade casa na Flórida, toma banho de hidromassagem e dorme por 6 horas no sofá

    Em Punta Gorda, no sudeste da Flórida (EUA), moradores ficaram surpresos ao se deparar com um urso-negro (Ursus americanus) descansando tranquilamente no quintal de uma residência. O episódio inusitado aconteceu na semana passada, quando o animal foi flagrado pelas câmeras de segurança da casa do morador Lynn Martin, após ter sido alertado pela polícia local.

    Segundo Martin, o urso não apenas mergulhou na banheira de hidromassagem, mas também se acomodou confortavelmente no sofá externo da casa. “Ele simplesmente tirou as almofadas do sofá e estava se preparando para tirar uma soneca”, contou à CBS. E não foi uma soneca rápida: o animal dormiu por cerca de 6 horas.

    Diante da visita inusitada, a Comissão de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) foi acionada. A equipe tentou inicialmente instalar armadilhas no local, mas o urso se deslocou para uma árvore em um terreno baldio nas proximidades. Foi necessário atraí-lo com rosquinhas (donuts) — um dos petiscos mais populares nos EUA — para conseguir capturá-lo com segurança. Depois da captura, ele foi realocado para seu habitat natural.

    A presença de ursos-negros na Flórida, especialmente em áreas rurais do norte e centro do estado, tem se tornado mais frequente nos últimos anos. A população da espécie, que já foi ameaçada na região, hoje ultrapassa os 4.000 indivíduos, graças aos esforços de conservação.

    O coordenador do programa de manejo de ursos da FWC, Mike Orlando, aproveitou o ocorrido para reforçar orientações em caso de encontro com um urso. Segundo ele, a regra principal é: não correr e não se fingir de morto. Em vez disso, o ideal é manter a calma, falar com firmeza, pegar crianças ou pets no colo e tentar afastar o animal com confiança. Em situações de contato físico, Orlando recomenda até mesmo reagir fisicamente para repelir o urso — uma estratégia que, segundo ele, já funcionou com sucesso.

    O caso serve de alerta para quem vive em regiões próximas a habitats naturais: o convívio com a fauna local exige atenção, preparo e conhecimento sobre como agir em situações inesperadas — como quando um urso decide transformar seu quintal em um spa particular.

  • Lorenzo, a lagosta de 110 anos libertada no mar: uma história de segunda chance

    Lorenzo, a lagosta de 110 anos libertada no mar: uma história de segunda chance

    No dia 15 de junho, data em que os Estados Unidos celebram o Dia dos Pais, uma história inusitada chamou a atenção em Long Island, Nova York. O restaurante Peter’s Clam Bar libertou Lorenzo, uma lagosta de impressionantes 110 anos de idade e 9,5 kg, que passou anos vivendo no tanque do estabelecimento quase por acidente.

    Segundo o dono do restaurante, Butch Yamali, Lorenzo “simplesmente escapou” dos olhos atentos da cozinha e permaneceu anos no aquário do restaurante. Enquanto outras lagostas viraram prato principal, Lorenzo sobreviveu, esquecida e intacta. “Ele fará falta, mas acho que é melhor assim. Se ele morresse aqui, não seria uma coisa boa”, afirmou Yamali.

    A libertação de Lorenzo foi celebrada com uma “cerimônia de perdão”, divulgada pelo restaurante nas redes sociais com bom humor: “Agora ele está vivendo sua melhor vida abrindo caminho para a liberdade e aproveitando a brisa salgada (em vez de mergulhar na manteiga).”

    Um gesto simbólico com precedentes

    Essa não é a primeira vez que o restaurante liberta uma lagosta centenária. Em 2023, Lenny, de 111 anos, também foi devolvida ao mar após anos no tanque. Ambas as histórias chamam atenção para a longevidade desses crustáceos, que podem viver mais de 100 anos na natureza se escaparem dos predadores e das cozinhas.

    Sobrevivência após o cativeiro

    Mas será que uma lagosta pode realmente sobreviver no oceano após tanto tempo em cativeiro? De acordo com o biólogo marinho Robert Steneck, da Universidade do Maine, a resposta é sim mas com ressalvas. É fundamental que a lagosta tenha sido bem cuidada, com oxigenação adequada e guelras sempre úmidas. Além disso, é preferível que ela seja devolvida ao mesmo ambiente de origem, para evitar impactos ambientais e risco de transmissão de doenças.

    Um símbolo de respeito à vida marinha

    A história de Lorenzo vai além da curiosidade: ela representa uma mudança de mentalidade em relação aos animais marinhos. Em tempos em que o respeito à biodiversidade e à sustentabilidade ganha cada vez mais espaço, a libertação de uma lagosta centenária pode ser vista como um gesto de consciência e empatia mesmo vindo de um restaurante especializado em frutos do mar.

    Lorenzo agora está livre no oceano, longe da manteiga derretida, vivendo talvez seus últimos anos ou, quem sabe, mais algumas décadas. Afinal, como diz o restaurante: “Um brinde às segundas chances e a uma vida cheia de conchas de felicidade!”

  • Zebra chamada Ed é resgatada por helicóptero após fugir e viralizar nos EUA

    Zebra chamada Ed é resgatada por helicóptero após fugir e viralizar nos EUA

    Após mais de uma semana desaparecida, a zebra apelidada de Ed foi finalmente resgatada no Tennessee, nos Estados Unidos, no último domingo (8). O animal, que havia fugido no dia 31 de maio, foi localizado em uma área rural próxima à rodovia Interstate 24, depois de diversos relatos de motoristas que a viram correndo pela estrada.

    No vídeo divulgado pelo Gabinete do Xerife do Condado de Rutherford, é possível ver a cena inusitada do resgate: Ed está suspenso por uma rede presa a um helicóptero, que o transporta com segurança até um trailer especializado. A operação envolveu o uso de drones para rastrear o animal em meio à vegetação densa.

    Ed, cujo nome verdadeiro é Zeke, pertence à família Ford, que o recebeu na cidade de Christiana em 30 de maio. No entanto, com a rápida propagação da notícia nas redes sociais e veículos de imprensa, o público acabou batizando o animal de Ed – um nome que acabou sendo adotado até pela própria família, que o descreveu como um símbolo de “alegria, riso e união”.

    Laura Ford, tutora da zebra, comemorou o final feliz:

    “Foi uma semana longa e estressante. Estou muito aliviada por ninguém ter se machucado e por termos Ed de volta em segurança.”

    Entretanto, a situação levantou debates sobre a posse de animais silvestres como pets. A CEO da organização Born Free USA, Angela Grimes, afirmou que manter uma zebra domesticada pode causar sofrimento psicológico ao animal:

    “Zebras são animais selvagens. Elas não pertencem a quintais, nem devem ser mantidas para o entretenimento humano.”

    O caso de Ed chamou atenção não só pelo desfecho cinematográfico, mas também por acender uma discussão séria sobre bem-estar animal e a responsabilidade dos tutores ao adquirir espécies exóticas.

  • Pedras de Vesícula Bovina: O “Ouro” Escondido nos Bois que Vale Milhões

    Pedras de Vesícula Bovina: O “Ouro” Escondido nos Bois que Vale Milhões

    Você sabia que dentro da vesícula biliar de um boi pode existir algo mais valioso do que ouro? Estamos falando dos cálculos biliares bovinos, popularmente conhecidos como “ouro bovino”, um dos ingredientes mais cobiçados pela medicina tradicional chinesa. Essas pedras, discretas e raras, chegam a valer mais de R$ 1.300 por grama, superando até o preço do ouro 24 quilates.

    O que são essas pedras e por que valem tanto?

    Os cálculos biliares bovinos se formam naturalmente na vesícula de bois, especialmente em animais mais velhos. Têm forma arredondada, tonalidades entre o marrom e o dourado, medem entre 1 e 3 cm e pesam em média 10 gramas. Mas sua raridade é tamanha que só um boi em cada 500 pode ter uma dessas pedras.

    Segundo a Farmacopeia Chinesa, trata-se de uma substância com propriedades refrescantes e doces, associada aos meridianos do coração e do fígado. Na medicina tradicional, acredita-se que elas purificam o coração, reduzem o fleuma, refrescam o fígado, ajudam em quadros de inconsciência e convulsões, e desintoxicam o corpo.

    Um mercado milionário em expansão

    O mercado internacional explodiu nos últimos anos. Em 2024, o grama foi negociado a US$ 230 (cerca de R$ 1.300). Para se ter uma ideia, o grama do ouro puro está na faixa de R$ 600, menos da metade.

    Em 2023, Hong Kong importou R$ 1,2 bilhão em pedras biliares bovinas, principalmente do Brasil, Austrália, Colômbia, Argentina, EUA e Paraguai. O Brasil, maior exportador de gado do mundo, tem papel central nesse comércio — tanto que até o crime organizado já entrou no jogo, realizando assaltos em fazendas atrás dessas preciosidades.

    Quando uma vaca vale mais pelo que tem dentro

    José de Oliveira, diretor da empresa goiana Oxgall, que atua no comércio dessas pedras, relatou ao Wall Street Journal que a cotação por grama varia entre R$ 340 e R$ 800, dependendo da cor e pureza. Pedras marrom-castanhas são as mais valorizadas. Assim, um único cálculo pode chegar a valer R$ 8.000 ou mais, superando o preço total da carne de um boi inteiro.

  • Veterano britânico destrói Tesla com tanque em protesto contra Elon Musk: entenda o caso

    Veterano britânico destrói Tesla com tanque em protesto contra Elon Musk: entenda o caso

    Ken Turner, um ex-combatente britânico de 98 anos que lutou na Segunda Guerra Mundial, tornou-se viral nas redes sociais após protagonizar um vídeo surpreendente: ele destruiu um Tesla Model 3 usando um tanque de guerra Sherman PXS604, em um protesto simbólico contra Elon Musk. O vídeo foi publicado pela organização britânica Led By Donkeys, conhecida por seu ativismo contra o conservadorismo e o Brexit, e já ultrapassou 484 mil visualizações.

    No vídeo, Turner afirma que o gesto é uma resposta ao apoio que Musk tem dado à extrema-direita mundial. A ação gerou repercussão global, principalmente pelo contraste entre a figura de um veterano antifascista e o símbolo moderno da tecnologia e do poder corporativo.

    Na frente do Tesla, aparece a palavra “FASCISM“, uma referência direta aos regimes autoritários que marcaram a Europa nas décadas de 1920 e 1930. “Sou velho o suficiente para ter visto o fascismo pela primeira vez — e ele está voltando”, declara Turner. “Derrotamos o fascismo antes, e o faremos de novo.

    Elon Musk e as polêmicas com o extremismo

    As acusações contra Elon Musk não são novas. O CEO da Tesla e da rede social X (ex-Twitter) tem sido frequentemente associado a posições políticas extremas e comentários controversos. Segundo o portal Gizmodo, Musk chegou a ser visto fazendo gestos semelhantes à saudação nazista, o que gerou acusações de apologia ao fascismo. Embora ele tenha negado a intenção, dizendo que queria apenas “mostrar que seu coração estava com o público”, a repercussão foi negativa.

    Esse episódio se insere no contexto de um movimento mais amplo de rejeição ao bilionário, conhecido como “Tesla Takedown”. A iniciativa envolve desde a desistência do uso de produtos da Tesla e do X, até protestos ativos e vandalismo contra os veículos da marca em diversas partes do mundo.

    Uma mensagem política de alto impacto

    O protesto de Turner vai além do espetáculo visual: ele representa uma mensagem política forte, evocando as memórias da Segunda Guerra Mundial para denunciar o crescimento do autoritarismo contemporâneo. Ao escolher destruir um símbolo da tecnologia moderna com uma arma do passado, ele transforma seu ato em uma metáfora poderosa: o passado antifascista confrontando o presente digital cada vez mais polarizado.

    O vídeo, disponível no YouTube e na rede BlueSky, se espalhou rapidamente como símbolo de resistência — não só contra uma figura pública, mas contra aquilo que Turner e muitos outros acreditam ser o renascimento de ideologias perigosas que a história já condenou.

  • Jacaré no esgoto surpreende cidade da Flórida e viraliza como estrela de “reality show” animal

    Jacaré no esgoto surpreende cidade da Flórida e viraliza como estrela de “reality show” animal

    Durante uma inspeção rotineira em Oviedo, cidade da Flórida (EUA), funcionários municipais se depararam com um jacaré escondido em um cano subterrâneo de água pluvial, a cerca de 27 metros de profundidade. A cena inusitada foi registrada por uma câmera robótica usada para detectar rachaduras ou vazamentos na tubulação.

    Apesar da surpresa, as autoridades garantiram que o réptil não oferecia risco à estrutura nem precisava ser resgatado. Os canos são suficientemente largos, e há acesso natural a lagos e ao rio Econlockhatchee, permitindo que o animal se desloque por conta própria.

    Não é a primeira vez

    Segundo o post publicado no Facebook oficial do município, um jacaré já havia sido visto nesse mesmo local em 2023. Não está claro se é o mesmo animal, mas a hipótese não foi descartada. “Nosso amigo está de volta, apenas relaxando”, escreveram com bom humor os responsáveis pela inspeção.

    Sucesso nas redes: o “Big Brother do esgoto”

    A repercussão foi tão grande que muitos moradores sugeriram uma transmissão ao vivo da vida do jacaré no esgoto, numa espécie de “Big Brother versão réptil”. A prefeitura então compartilhou um vídeo acelerado do momento do avistamento, que rapidamente alcançou mais de 14 mil visualizações.

    No vídeo, o animal é seguido por cerca de 103 metros pelo túnel até desaparecer completamente de vista. “Essa gracinha apareceu enquanto procurávamos por rachaduras. É igualmente divertido de assistir, mesmo sem sabermos se é o mesmo de anos atrás”, diz a postagem.

    Preocupações e tranquilidade

    Com o sucesso do vídeo, surgiram preocupações sobre o bem-estar do animal. Mas, de acordo com o jornal Miami Herald, as autoridades garantiram que não há perigo para o jacaré, estimado em 1,5 metro de comprimento. Os bueiros conectam-se com áreas naturais, garantindo uma rota segura de entrada e saída.

    O caso mostra como a natureza pode surgir nos lugares mais inesperados e como, com o olhar certo (e uma câmera robótica), até mesmo um esgoto pode revelar histórias curiosas e cativantes.

  • O Primeiro Papa: Pedro, a Pedra da Igreja, e a Sucessão até Hoje

    O Primeiro Papa: Pedro, a Pedra da Igreja, e a Sucessão até Hoje

    O primeiro Papa da Igreja Católica foi São Pedro, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. De acordo com a tradição cristã e os textos bíblicos, ele assumiu o papel de líder após a morte de Jesus, por volta do ano 33. Desde então, os papas são conhecidos como “sucessores de Pedro”, pois continuam sua missão de guiar a Igreja.

    A importância de Pedro está profundamente enraizada nos Evangelhos. Em Mateus 16:18, Jesus declara: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, entregando-lhe simbolicamente as “chaves do Reino dos Céus”. Esse gesto representa o poder espiritual e doutrinário que, até hoje, é atribuído ao Papa como líder supremo da Igreja.

    Mesmo tendo negado Jesus três vezes, Pedro foi restaurado por Cristo e recebeu o encargo de “pastorear as ovelhas”, ou seja, cuidar da comunidade cristã. Por isso, ele é considerado o primeiro bispo de Roma – cargo que, posteriormente, passou a ser associado ao papado.

    O Primeiro Sucessor: São Lino

    Após a morte de Pedro, por volta do ano 67, durante a perseguição do imperador Nero, a liderança da Igreja foi assumida por São Lino, originário da Toscana. Estudioso e convertido por influência de Pedro, Lino organizou a vida da Igreja primitiva, instituindo normas disciplinares e ordenando os primeiros bispos e presbíteros.

    Entre as medidas adotadas por Lino está, segundo a tradição, a norma de que as mulheres cobrissem a cabeça durante a Eucaristia. Embora a sua morte também seja considerada martírio, os detalhes são incertos. Acredita-se que tenha sido sepultado perto do túmulo de Pedro, no Vaticano.

    A Sucessão Ininterrupta

    Desde Pedro até hoje, a Igreja Católica reconhece 267 papas, formando uma linha ininterrupta de sucessão apostólica. Essa continuidade é considerada essencial para manter a unidade e a integridade da fé. O atual Papa, Leão XIV (Robert Provost), eleito em maio de 2025, é o mais novo sucessor nessa longa linhagem que atravessa quase dois milênios.

    Essa estrutura de autoridade está consagrada no Código de Direito Canônico, que define o Bispo de Roma como cabeça visível da Igreja Universal. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Papa tem a missão de “vigiar a fidelidade à fé e à unidade da Igreja”, reforçando seu papel central no cristianismo mundial.

  • Tiradentes: o herói da Inconfidência Mineira e símbolo da luta por liberdade

    Tiradentes: o herói da Inconfidência Mineira e símbolo da luta por liberdade

    Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, nasceu em 12 de dezembro de 1746 em Ritápolis, Minas Gerais. Órfão de pai e mãe desde jovem, foi criado por parentes. Com o apoio do padrinho, aprendeu a profissão de dentista, o que lhe rendeu o apelido. Mas sua trajetória foi muito além da odontologia: também atuou como tropeiro, comerciante, minerador e militar, alcançando o posto de alferes (equivalente a um subtenente) da cavalaria da Capitania de Minas Gerais.

    Tiradentes e a Inconfidência Mineira

    Inspirado pelos ideais iluministas e pelo exemplo da independência dos Estados Unidos, Tiradentes se engajou no movimento conhecido como Inconfidência Mineira, que surgiu em 1789 como uma resposta ao pesado sistema de impostos imposto pela Coroa Portuguesa, especialmente a temida “derrama”, uma cobrança forçada de tributos atrasados.

    Junto de padres, advogados, poetas e militares, Tiradentes conspirou contra o domínio português. Contudo, o plano foi traído por um dos participantes, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou o movimento em troca do perdão de uma dívida com o rei. A denúncia levou à prisão de todos os envolvidos.

    Martírio e legado

    Tiradentes se destacou por ser o único do grupo a assumir toda a culpa da conspiração. Por isso, foi condenado à morte, enquanto os demais inconfidentes receberam penas mais brandas. No dia 21 de abril de 1792, ele foi enforcado, decapitado e esquartejado no Rio de Janeiro. Seus restos foram expostos em locais públicos para servir de exemplo e dissuadir outras revoltas.

    Símbolo da liberdade

    Com o passar dos anos, Tiradentes foi transformado em símbolo da luta por liberdade e justiça no Brasil. Durante o período da República, sua figura foi resgatada como herói nacional, e em 1939, ele foi reconhecido como Patrono da Odontologia Brasileira. Já em 1965, a data de sua execução passou a ser feriado nacional, por meio da Lei Nº 4.897, sancionada pelo presidente Castelo Branco, que também o declarou Patrono da Nação Brasileira.

    Tiradentes é, até hoje, lembrado como um dos maiores símbolos da resistência contra a opressão e da busca por um Brasil livre e soberano.