Em janeiro de 2025, Dom Robinson, mergulhador amador de 53 anos, comprou por £ 300 (cerca de R$ 2.300) o direito de posse do navio SS Almond Branch, um naufrágio da Primeira Guerra Mundial anunciado no Facebook Marketplace. O navio está afundado de cabeça para baixo, a 58 metros de profundidade no Canal da Mancha, perto da Cornualha.
História do navio
Construído em 1896, com quase 100 metros de comprimento e pesando cerca de 3 mil toneladas.
Atuou como navio mercantil e circulou por várias partes do mundo.
Afundado em novembro de 1917, torpedeado pelo submarino alemão UB-57, causando ao menos uma morte.
Como o naufrágio foi colocado à venda
Após a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico vendeu vários navios naufragados para se recuperar financeiramente.
O SS Almond Branch foi comprado nos anos 1970 por uma família que esperava encontrar tesouros, mas encontrou apenas ferro enferrujado.
Hoje, a posse desses navios é registrada pelo órgão oficial britânico chamado Receptor de Naufrágios, que confirma a legalidade da compra.
Planos do novo dono
Robinson não quer resgatar o navio à superfície. Seus objetivos são:
Fazer mergulhos frequentes para explorá-lo.
Encontrar o sino do navio, que deseja levar para casa.
Investigar a ausência de uma arma, já que o casco apresenta um suporte para canhão.
Repercussão
O mergulhador já havia visitado o local anteriormente.
Após a compra, gravou vídeos de suas expedições e publicou no YouTube, onde o conteúdo viralizou, ultrapassando 120 mil visualizações.
Na longa trajetória da Igreja Católica, poucos eventos chamam tanta atenção quanto o chamado Sínodo do Cadáver (Synodus Horrenda), ocorrido no ano de 897. Neste episódio surpreendente, o corpo do então falecido Papa Formoso foi desenterrado e levado a julgamento diante de uma audiência pública em Roma. O caso até hoje causa espanto e permanece como um dos acontecimentos mais curiosos e perturbadores da história religiosa.
Quem foi o Papa Formoso?
Formoso ocupou o trono papal entre 891 e 896, um período turbulento, marcado por conflitos entre facções políticas e disputas de poder dentro e fora da Igreja. Após sua morte, o clima de tensão e vingança política levou a um ato sem precedentes: o desenterramento do seu corpo para um julgamento póstumo.
O Sínodo do Cadáver: Um Tribunal Macabro
Em janeiro de 897, durante o papado de Estêvão VI, o corpo de Formoso foi exumado, vestido com paramentos papais e colocado em um trono na Basílica de São João de Latrão. Ali, diante de bispos e uma plateia estupefata, teve início o Sínodo do Cadáver.
Um diácono foi designado para responder às perguntas em nome do cadáver. As acusações incluíam transgressões das leis canônicas e ambição desmedida. No final, Formoso foi considerado culpado; todos os seus atos papais foram anulados, seus dedos usados para bênçãos foram cortados e o corpo foi lançado no rio Tibre.
Reações e Consequências
O julgamento chocou Roma e causou profunda divisão entre o clero e a população. O ato foi visto como um escândalo, resultando em grande instabilidade. O próprio Papa Estêvão VI acabou sendo deposto, preso e morto pouco tempo depois.
Poucos meses após o escândalo, o novo papa, Teodoro II, reabilitou a memória de Formoso, recuperou o corpo e garantiu um sepultamento digno. O Sínodo do Cadáver tornou-se, ao longo dos séculos, símbolo de até onde pode chegar a luta pelo poder na Igreja.
Uma História que Ainda Intriga
O julgamento póstumo de Papa Formoso permanece como uma das histórias mais enigmáticas da Igreja Católica. Historiadores ainda debatem se tudo não passou de pura vingança política ou se houve outros interesses envolvidos. O episódio ilustra como, em certos momentos, o limite entre o sagrado e o profano, a justiça e a loucura, ficou perigosamente tênue.
Mesmo passados séculos, este capítulo obscuro continua a fascinar, servindo de lembrança dos extremos que o poder pode alcançar, até mesmo no seio da religião.
O Pequeno Príncipe, escrito pelo autor francês Antoine de Saint-Exupéry, foi publicado pela primeira vez em 1943. Considerado um dos livros mais amados de todos os tempos, ele é muito mais do que uma simples obra infantil: é uma reflexão profunda sobre a amizade, o amor e o sentido da vida. A seguir, descubra cinco fatos surpreendentes que talvez você ainda não saiba sobre essa história universal.
1. É o livro mais traduzido do mundo (depois da Bíblia) Em 2017, O Pequeno Príncipe chegou oficialmente à sua 300ª tradução, tornando-se o livro mais traduzido da história — com exceção dos textos religiosos. O Guinness Book reconheceu o feito, atribuindo a Saint-Exupéry o título de “autor mais traduzido para a mesma obra”, com 382 versões diferentes registradas até aquele momento.
2. Já são mais de 600 traduções Segundo o site oficial da obra, em 2024, o livro ultrapassou a marca de 600 traduções. Um site especializado, que cataloga as capas da obra em várias línguas, já identificou traduções em 621 idiomas diferentes. Isso reforça o impacto cultural global da obra e mostra o quanto a mensagem do pequeno príncipe ressoa universalmente.
3. Traduzido em línguas raríssimas Além dos idiomas mais conhecidos, O Pequeno Príncipe foi traduzido para línguas e dialetos extremamente inusitados, como:
Toba, idioma indígena da Argentina que até então só tinha o Novo Testamento traduzido;
Latim, uma língua clássica praticamente extinta no uso cotidiano;
Esperanto, idioma artificial criado para unir os povos.
Outros exemplos incluem aramaico, guarani, maia (em seis dialetos!), hebreu, sânscrito, wolof, náuatle, sinhala, e até línguas muito locais como o erzgebirgisch e o minderico.
4. Quatro versões em português (incluindo uma quase secreta) O livro conta com quatro versões em português:
A brasileira,
A portuguesa,
A de Olivença, cidade espanhola onde ainda se fala português,
E a mais curiosa: a tradução em minderico, a língua secreta de Minde, uma vila portuguesa onde antigos frades perseguidos pela Inquisição criaram essa forma de comunicação cifrada.
5. Uma tradução brasileira que marcou gerações (mas com polêmica) A primeira tradução brasileira foi feita pelo monge Dom Marcos Barbosa em 1954, publicada pela Editora Agir. Ela dominou o mercado por 60 anos, mas nem tudo nela era fiel ao original. A famosa frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” é, na verdade, uma tradução de “Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé”. No entanto, o verbo francês apprivoiser significa mais precisamente “domar” ou “domesticar”, como se faz com um animal. Uma nuance que muda todo o tom da relação entre o Pequeno Príncipe e a sua raposa — e que continua a gerar debates até hoje.
Essa obra-prima segue sendo redescoberta por novas gerações, em novos idiomas e com novas interpretações. Afinal, como o próprio livro nos ensina, “o essencial é invisível aos olhos” — mas O Pequeno Príncipe torna esse essencial mais visível a cada página.
Mildred Simoneriluto, uma aposentada de 76 anos residente no condado de Allegheny, na Pensilvânia, está vivendo um misto de emoção e frustração. Depois de comprar um bilhete de loteria em maio de 2024, ela descobriu, duas semanas mais tarde, que havia ganhado o prêmio de US$ 2,5 milhões (equivalente a cerca de R$ 14 milhões). No entanto, no momento de reivindicar o prêmio, ela se deu conta de que havia perdido o bilhete vencedor.
Sem o comprovante físico contendo os números sorteados (14, 22, 33, 35 e 38), a organização responsável pela loteria informou que Mildred não poderá receber o valor, a menos que encontre o bilhete até o dia 8 de maio, prazo final para retirada do prêmio. A história veio à tona após uma reportagem do canal WTAE.
O casaco doado
Na tentativa de recuperar o bilhete, Mildred refez todos os passos que deu nas duas semanas após a compra. Foi então que lembrou que havia doado um casaco à ONG Vietnam Veterans of America — e foi justamente nesse bolso que o papel estava guardado. A entidade recebe roupas e acessórios para ajudar veteranos da Guerra do Vietnã.
Desde a descoberta, Mildred visitou não apenas a sede da organização, mas também mais de cem locais onde o casaco poderia ter sido encaminhado. Ainda assim, até o momento, nenhuma pista do bilhete foi encontrada. “Já não sei mais o que dizer. Só recebo negativas por onde passo”, contou à emissora local.
Destino incerto
A idosa reconhece que o bilhete pode ter cruzado o país inteiro. Ela não faz ideia de onde sua jaqueta foi parar, tampouco se alguém já encontrou o papel premiado. “Se outra pessoa achar, não há nada que eu possa fazer. Espero apenas que alguém tenha compaixão… ou que um milagre aconteça”, disse, emocionada.
Agora, ela só pode aguardar e torcer para que o destino devolva aquilo que a sorte já havia lhe dado.
Durante testes com um veículo subaquático no Lago Ness, na Escócia, pesquisadores do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido (NOC) acabaram encontrando uma câmera antiga e enigmática. Após analisarem o objeto, constataram que ele havia sido instalado por volta da década de 1970, como uma das primeiras armadilhas fotográficas desenvolvidas para tentar registrar imagens do lendário “monstro do Lago Ness”.
Enquanto conduziam experimentos com o submarino não tripulado “Boaty McBoatface” a cerca de 180 metros de profundidade, os especialistas perceberam que algo havia se enroscado na hélice do equipamento. Ao trazer o veículo de volta à superfície, confirmaram que o objeto em questão era uma câmera analógica da linha Instamatic.
O aparelho estava protegido dentro de um compartimento transparente e vinha acompanhado por um cubo de flash. Aparentemente, ele funcionava com um mecanismo ativado por linha de isca: à medida que a linha era puxada, quatro fotografias eram tiradas em sequência. Impressiona o fato de que, mesmo após décadas submerso, o sistema ainda se encontrava em bom estado de conservação.
Em um comunicado divulgado na terça-feira (1º), o NOC informou que Adrian Shine, pesquisadora à frente do Projeto Loch Ness, foi essencial para a identificação do dispositivo. De acordo com ela, a câmera seria uma das seis que o cientista norte-americano Roy Mackal instalou no lago na década de 1970, como parte das atividades do Loch Ness Investigation Bureau.
Nenhuma evidência do monstro foi encontrada
As imagens contidas no filme da câmera foram reveladas por um dos cientistas do NOC — Foto: Divulgação/Centro Nacional de Oceanografia As imagens contidas no filme da câmera foram reveladas por um dos cientistas do NOC — Foto: Divulgação/Centro Nacional de Oceanografia
Tanto a câmera quanto o filme que ela continha estavam surpreendentemente preservados. As fotos chegaram a ser reveladas por especialistas, mas, para a frustração de muitos curiosos, não mostraram nenhum indício do mítico monstro. É possível que a armadilha tenha sido acionada apenas por animais aquáticos ou mesmo por correntes fortes.
“Apesar de essa não ser a descoberta que esperávamos, é gratificante poder recuperar esse fragmento da história da busca pelo ‘Nessie’”, declarou Sam Smith, engenheiro responsável pelo veículo subaquático.
A câmera, seu estojo e o filme foram entregues ao Centro do Lago Ness, localizado em Drumnadrochit, próximo ao local onde os objetos foram recuperados. A expectativa é que esse material seja analisado com mais profundidade e eventualmente exposto ao público como parte do legado da investigação do lendário monstro escocês.
Vale lembrar, como destacou a edição portuguesa da National Geographic, que o turismo na região ainda hoje movimenta cerca de US$ 47 milhões (aproximadamente R$ 268 milhões) todos os anos.
Donald Gorske, um norte-americano da cidade de Fond du Lac, Wisconsin, atingiu a impressionante marca de 35.000 Big Macs consumidos. Desde 1972, Gorske manteve o hábito ininterrupto de comer pelo menos dois desses famosos sanduíches por dia — um no almoço e outro no jantar.
Tudo começou em 17 de março de 1972, quando ele comprou seu primeiro carro e decidiu experimentar um Big Mac. Naquele dia, comeu nove de uma vez só e resolveu que aquela seria sua refeição diária dali em diante.
“Para mim, é o melhor sanduíche do planeta”, afirmou Gorske em comunicado divulgado pelo Guinness World Records. “O que me encanta no Big Mac é o hambúrguer em si. Sempre quis saborear minha comida preferida todos os dias.”
O fascínio pelo lanche se manteve firme ao longo dos anos. Gorske não apenas segue comendo Big Macs diariamente, como também se tornou um verdadeiro colecionador de itens relacionados ao McDonald’s, incluindo caixas, brindes e até os recibos de todas as compras feitas na rede.
Inspirado por um livro do Guinness de 1970, ele decidiu que queria entrar para a história com um recorde contínuo, e não apenas por um feito isolado. “Nunca foi sobre bater um recorde de um único dia. É sobre constância. Agora, depois de mais de 50 anos comendo o mesmo lanche todos os dias, eu me pergunto: onde foi parar todo esse tempo?”
Atualmente, Donald Gorske é reconhecido como o detentor de um dos recordes mais duradouros já registrados. E segundo ele, pretende seguir comendo Big Macs até o fim da vida. “Quando eu me for, meus filhos poderão anotar qual foi o último Big Mac que comi. Aí talvez descubram quantos um ser humano consegue aguentar.”
Apesar da dieta incomum, sua esposa Mary garante que a saúde dele está em dia. Todos os exames estão normais, e ele se exercita várias vezes por semana. Ao ser questionado sobre o que diria para quem quiser tentar quebrar seu recorde, ele responde com bom humor: “Meu conselho? Não tente.”
Se você cresceu a partir dos anos 80, certamente conhece Mario, o icônico encanador da Nintendo. Com seu inseparável boné vermelho e bigode marcante, ele se tornou o protagonista de uma das franquias mais amadas da história dos videogames, acumulando mais de 250 títulos ao longo dos anos. E mesmo após quase quatro décadas, sua popularidade continua intacta, conquistando novas gerações de jogadores.
Recentemente, um desses jogadores estabeleceu um feito impressionante que entrou para o Guinness World Records. Trata-se do speedrunner americano Niftski, que no dia 10 de janeiro conseguiu completar Super Mario Bros. (1985) em um tempo inacreditável de 4 minutos e 54,565 segundos.
Uma performance quase perfeita
Niftski não é um novato no mundo do speedrunning. Há anos, ele compartilha suas jogadas nas redes sociais, demonstrando habilidades extraordinárias para finalizar jogos no menor tempo possível. Seu feito mais recente o coloca a apenas 0,3 segundos do tempo teoricamente perfeito de Super Mario Bros., que é 4 minutos e 54,265 segundos.
A corrida histórica foi transmitida ao vivo para seus seguidores no Twitch e no YouTube. No vídeo, é possível ver que, quando chegou à fase final, com cerca de 4 minutos e 30 segundos no cronômetro, ele quase não piscava, enquanto seus dedos voavam sobre as teclas. Um monitor de frequência cardíaca revelou que seu coração chegou a 177 batimentos por minuto, tamanho era o nível de tensão e concentração.
No momento decisivo, Niftski desviou dos ataques de fogo do Bowser, deslizou por baixo do vilão e resgatou a Princesa Peach. O gamer não conseguiu conter a empolgação e pulou da cadeira em comemoração, enquanto centenas de fãs vibravam com ele no chat.
A jornada até o sucesso
“Não posso enfatizar o suficiente o quão importante é seguir o ditado ‘a prática leva à perfeição’”, afirmou Niftski em entrevista ao Guinness. “Gasto pelo menos 90% do meu tempo treinando e apenas 10% do tempo fazendo speedruns, e acredito que essa seja uma das razões pelas quais cheguei tão longe neste jogo”.
Desde os 15 anos, quando descobriu o speedrunning assistindo a vídeos no YouTube, ele vem aprimorando sua técnica. Super Mario Bros. sempre foi um dos seus títulos favoritos para esse tipo de desafio. E ele não está sozinho: a comunidade de speedrunners desse jogo é uma das mais competitivas do mundo, onde cada milésimo de segundo faz a diferença.
“Muitos jogadores atingem tempos tão próximos da perfeição que a diferença entre eles é decidida por quadros individuais, praticamente invisíveis a olho nu. Algumas corridas precisam ser analisadas em câmera lenta para determinar o vencedor”, explica.
As técnicas de um campeão
Para alcançar tempos tão baixos, Niftski utiliza diversas técnicas avançadas. Ele aproveita as warp zones para pular para mundos mais avançados, melhora a aceleração de Mario posicionando-o de costas antes de correr e finaliza as fases caindo na parte inferior da bandeira, evitando a animação de descida pelo mastro.
Além disso, ele usa um teclado para jogar uma versão emulada do jogo, em vez do console original Nintendo Entertainment System (NES). O teclado, no entanto, segue as mesmas configurações de um controle NES e é aceito oficialmente pela plataforma speedrun.com.
“Mesmo que ignorássemos completamente meus recordes conquistados no emulador e teclado, eu ainda seria o recordista mundial!”, brinca Niftski. “Tenho também o tempo mais rápido usando um controle NES original, que ainda supera todas as corridas feitas em emulador. Não importa como tentem argumentar, sou inegavelmente o detentor do recorde”.
Novos desafios à frente
Muitos questionam a utilidade do speedrunning, mas Niftski tem uma resposta clara: “É como qualquer outro hobby ou esporte. E eu não pretendo parar por aqui”.
Seu próximo objetivo é reduzir os últimos 0,3 segundos e alcançar a marca perfeita em Super Mario Bros.. Além disso, ele planeja expandir seu repertório para outros jogos da franquia, como Super Mario Bros: The Lost Levels.
“Quando comecei a fazer speedruns, nunca imaginei que chegaria a esse nível. Eu fazia isso apenas por diversão e me desafiava a melhorar. Mas quando percebi que realmente tinha chances de bater o recorde mundial, me dediquei totalmente até conseguir”, finaliza.
O tempo dirá se Niftski conseguirá atingir a marca perfeita, mas uma coisa é certa: ele já garantiu seu lugar na história dos videogames.
Aos 18 anos, o jovem indiano Lalit Patidar redefiniu o conceito de homem barbudo ao entrar para o Guinness World Records como o homem com o rosto mais peludo do planeta. Ele apresenta impressionantes 201,72 fios de cabelo por centímetro quadrado em seu rosto.
Lalit foi diagnosticado com uma condição dermatológica extremamente rara chamada hipertricose, também conhecida como “síndrome do lobisomem”. Esta condição causa o crescimento anormal e excessivo de pelos em áreas do corpo onde normalmente não se espera, como orelhas, ombros, costas e, no caso de Lalit, em todo o rosto. O diagnóstico foi confirmado ainda na infância, com 95% do seu rosto coberto por pelos, restando apenas espaço ao redor dos olhos e da boca.
A raridade dessa síndrome é notável, com apenas cerca de 50 casos registrados globalmente desde a Idade Média. Apesar da possibilidade de herança genética, a hipertricose também pode se desenvolver ao longo da vida devido a fatores como medicamentos, exposição a substâncias químicas ou certas condições de saúde.
Lalit enfrentou desafios significativos devido à sua aparência, incluindo olhares de estranhamento e preconceito desde cedo. Ele relatou que no início da vida escolar, outras crianças se mostraram intimidadas, mas com o tempo compreenderam que ele não era diferente internamente. “Eles tinham medo de mim, mas quando começaram a me conhecer, entenderam que eu não era tão diferente assim”, contou em entrevista ao Guinness.
Abraçando sua singularidade, Lalit criou um canal no YouTube para compartilhar sua rotina e experiências. Seu canal já conta com mais de 150 vídeos e 100 mil inscritos. Recentemente, ele viajou para Milão, na Itália, para participar do programa de televisão Lo Show dei Record, organizado pelo Guinness. Durante o programa, ele foi avaliado por um tricologista, que realizou medições precisas dos fios de cabelo em seu rosto.
Ao descobrir que havia batido o recorde, Lalit se emocionou profundamente. “Estou sem palavras, não sei o que dizer, pois estou muito feliz com esse reconhecimento”, afirmou.
Embora não exista cura para a hipertricose, procedimentos como depilação a laser, cera ou lâminas podem ser utilizados para quem deseja reduzir os pelos, embora esses métodos exijam cuidado para evitar problemas de pele. No entanto, Lalit declarou que não pretende remover seus pelos. “Eu apenas digo que gosto de quem sou e não quero mudar minha aparência”, concluiu.
A história de Lalit é um exemplo inspirador de autoaceitação e superação, mostrando que a verdadeira beleza está na autenticidade e no orgulho de ser quem se é.
Com 250 metros de comprimento e pesando cerca de 130 toneladas, um bloco de gordura entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes . Essa gordura é conhecida como “fatberg”, um acúmulo de óleos descartados incorretamente nos ralos domésticos que vai parar na tubulação de esgoto das cidades. A crosta de gordura pode crescer a um ponto em que ela bloqueia os canos e se torna um bloco endurecido de difícil remoção. Foi isso que a população do distrito de Whitechapel, em Londres, na Inglaterra, enfrentou em 2017.
A resolução do problema malcheiroso envolveu uma equipe de trabalhadores de uma empresa de abastecimento e tratamento de água de Londres. Durante três semanas, eles quebraram o fatberg e o sugaram para dentro de caminhões-tanque com destino a uma usina de reciclagem.
“É frustrante, pois essas situações são totalmente evitáveis e causadas por gordura, óleo e graxa que são despejados nas pias e lenços umedecidos no vaso sanitário”, disse à época Matt Rimmer, chefe de redes de resíduos da Thames Water, ao The Guardian. “Verificamos nossos esgotos rotineiramente, mas essas coisas podem se acumular muito rapidamente e causar grandes problemas de inundação, pois os resíduos ficam bloqueados.”
Foram cerca de 220 mil libras (R$ 1,5 milhão) investidos para desbloquear a tubulação de esgoto, um valor que acabou se refletindo nas contas de água da população. Herança da Era Vitoriana (1837-1901), as extensas redes de esgoto londrinas são propensas ao surgimento de fatbergs, que já haviam se formado em 2014 e em 2015, com 80 e 40 metros de comprimento, respectivamente.
Em Whitechapel, uma tampa de bueiro no local da remoção da gordura homenageia o evento, que inspirou a criação de um musical, performances de drag queens e até mesmo sua réplica em um bolo de aniversário de criança.
O termo fatberg foi usado pela primeira vez para descrever pedaços de gordura de cozinha encontrados em uma praia no Reino Unido, e então foi adotado por trabalhadores de redes de esgoto londrinos, entrando para o dicionário de inglês Oxford em 2015 em referência à ideia de um iceberg de gordura (do inglês fat).
Com 27 anos e 250 dias de idade, a lhama mais velha do mundo tem nome (e sobrenome): Dove Oaks Whitetop. A lhama macho tem um cotidiano inusitado, sendo animal de suporte emocional para crianças doentes da comunidade Victory Junction, localizada na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
O animal conquistou dois recordes no Guinness World Records, se tornando oficialmente a lhama mais velha em cativeiro e a mais velha já conhecida. O tempo de vida médio estimado para a espécie é algo entre 18 e 20 anos. Assista abaixo a um vídeo do recordista:
Conheça Dalai, a lhama de 27 anos que se tornou a mais velha do mundo
Alemães andam em slackline pendurado entre balões para quebrar recorde
O animal quebrou o recorde da lhama Dalai, que era conhecida como a mais velha do mundo, com 27 anos. A lhama tem o mesmo nome da fazenda em que nasceu: Dove Oaks.
O animal foi doado para a comunidade Victory Junction em 2006. Os moradores relatam que ele sempre foi muito dócil — algo considerado raro para lhamas.
A Victory Junction é uma instalação gratuita que faz acampamentos com crianças de baixa renda com doenças graves ou crônicas. Durante a experiência, os pequenos podem fazer atividades como escalada, passeios de barco, oficinas de artes, esportes e acessar parque aquático e pista de corrida.
Whitetop começa a interagir com os visitantes das 09h30 da manhã até meio-dia, quando sai de cena para almoçar, e retorna das 15h às 18h. Os tratadores de Whitetop relatam que ele adora tirar fotos e selfies.
“Ele simplesmente deita e não levanta até a hora de almoçar”, conta a diretora do celeiro de Victory Junction, Billie Jo Davis, em depoimento para o site do Guinness. “Ele apenas fica lá e deixa as crianças correrem até ele e amá-lo. Ele trata isso como um trabalho”, relata Davis.
O local tem uma área de aproximadamente 33 hectares, sendo todo equipado com áreas seguras e com medicamentos para receber as crianças. Whitetop vive com 9 cavalos, 2 coelhos, 2 cabras, 2 burros e uma vaca. Quando a lhama vai pastar, seus companheiros são os burros Jed e Jethro. Porém, a melhor amiga de Whitetop é a vaca Gus-Gus. Davis conta que, como eles cresceram juntos, existe um afeto mútuo.
“Como eles brincavam muito juntos, Gus-Gus acha que Whitetop é uma vaca” explica Davis. “Ele gosta de tentar pular nele e brincar com ele, e nós ficamos tipo, ‘não, ele é velho, deixe-o em paz!’. Mas Whitetop é muito doce com eles.”
Menino de 14 anos chamado de “calculadora humana” quebra 6 recordes em um dia;
Engenheiro alemão quebra recorde de mais tempo vivendo embaixo d’água
Lhamas têm o hábito de cuspir nas pessoas. Mas Whitetop normalmente não tem essa atitude. No entanto, os tratadores relatam que ele tenta cuspir nos outros no pasto quando quer comida ou quando está irritado. Mas nada sai de sua boca, devido à idade avançada.
Mesmo com a idade avançada, Whitetop sempre permanece bem calmo e geralmente só reclama usando gemidos quando os visitantes ou cuidadores vão embora e ele fica sozinho.
“Ele não tem medo de nada. Ele é tão bom no que faz que sempre pode ser confiável com todo mundo. Ele está lá apenas para eles”, afirma Davis. Para prolongar a vida das lhamas, a Victory Farm ressalta: “Dê a ela um trabalho que ela ame, bons cuidados veterinários e muito amor, e ela viverá além do que você possa imaginar”.
A equipe da comunidade Victory Junction planeja comemorar os recordes da lhama celebridade com uma sessão de fotos, além de recompensá-la com seu prato favorito: ração de lhama com ração de cavalos e probios (combinação de probióticos de leite para gado). Está aí um bicho que sabe viver a vida.